São Paulo - Entusiasmado com o bom desenvolvimento da segurança eletrônica no Brasil e disposto a fazer o que for possível para contribuir com o crescimento das empresas do segmento, o atual presidente do Sindicato das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança do Estado de São Paulo (Siese-SP), Dirceu Ribeiro, conversou com a equipe de reportagem do Jornal SegNews sobre a importância da regulamentação da atividade. Na entrevista, ele abordou uma série de assuntos, que ajudam a compreender melhor o comportamento da segurança eletrônica no país. Para ele, o consumidor também está mais exigente, porém a capacitação dos profissionais ainda é algo que precisa de atenção. Acompanhe a seguir alguns trechos da entrevista que foi publicada na edição 37 do Jornal SegNews.
SegNews – Para o mercado, de forma geral, o que representa a constituição de um sindicato específico para a segurança eletrônica?
Ribeiro – Na verdade representa o crescimento da categoria como um todo, pois existem algumas atividades, como, por exemplo, a negociação de acordos coletivos, que só cabe ao sindicato realizar.
SegNews – Em termos de benefícios, o que o associado pode esperar do Siese-SP?
Ribeiro – Em parceria com a Abese (Associação Brasileira de Sistemas Eletrônicos de Segurança) oferecemos todos os cursos que a associação disponibiliza através do CCPA (Centro de Capacitação Profissional Abese), assim como assistência jurídica para o setor. A Abese disponibiliza todos seus benefícios aos sindicatos e associados. Existe uma tabela única para essa filiação, então quem se sindicaliza automaticamente se associa à Abese.
SegNews – Já existe um piso para o profissional da segurança eletrônica?
Ribeiro – Existe um acordo coletivo da categoria, onde algumas funções tiveram valores bases definidos. O sindicato já fez dois acordos coletivos, contemplando a estrutura mínima necessária para a ocupação de determinados cargos, com piso salarial estabelecido. Todas as empresas já são obrigadas a atender esse piso mínimo.
SegNews – Hoje qual o principal assunto em discussão?
Ribeiro – A formação de novos sindicatos e a regulamentação do setor. Já tramita na Câmara dos Deputados, em Brasília, o Projeto de Lei 1759/07, que regulamenta a categoria da segurança eletrônica. A aprovação desse projeto oferecerá a estrutura mínima que as empresas precisam para atuar no mercado.