São Paulo – Balanço divulgado neste mês na Suécia mostra que 2009, ano da pior crise econômica global desde 1929, foi de expansão para a Axis Communications. A fabricante sueca de câmeras de monitoramento, decodificadores e outros equipamentos de vídeo IP ob teve, no ano passado, 2,301 bilhões de coroas suecas, ou 317 milhões de dólares de receita em vendas líquidas, 17% a mais que em 2008.
O desempenho de vendas do continente americano puxou para cima os números positivos da companhia: nas Américas, as vendas líquidas atingiram 1,085 bilhão de coras suecas (145 milhões de dólares), resultado 27% maior na comparação com 2008.
“Crescer mesmo em tempos de crise é um claro sinal de que o nosso negócio tem fôlego. E tem mesmo, especialmente em nossa região, que apresenta uma demanda crescente de soluções de segurança e de monitoramento por câmeras”, diz Alessandra Faria, diretora da Axis para a América do Sul.
“E todos esses sistemas de vigilância, em grande parte graças à Axis, estão abandonando as plataformas analógicas e abraçando o vídeo IP. Ou já nascem mesmo totalmente dedicados ao vídeo em rede”, completa a diretora.
Desenvolvimento e pesquisa - Pioneira no lançamento de soluções para o mercado de vídeo em rede – o fundador da Axis, Martin Gren, é o inventor da câmera IP -, a fabricante aumentou também os investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Em 2009, a receita para o setor chegou a 332,1 milhões de coroas suecas (45,7 milhões de dólares), valor 24% maior que no ano anterior.
“Para manter nosso market share [33,5% do mercado global de câmeras IP, de longe o maior do mundo] e nossa liderança de mercado, assim como assegurar nossa competitividade, a Axis continuará seu foco em lançamento de produtos inovadores para vídeo em rede, ampliará as parcerias com desenvolvedores de software e outros fabricantes e manterá a ampliação da equipe”, explica Ray Mauritsson, CEO da companhia.
A Axis fechou 2009 com 776 funcionários espalhados pelo mundo todo – eram 564 em 2007. “E devemos contratar mais, especialmente no Brasil, em 2010”, diz Alessandra Faria. “Em pouco tempo, conseguimos nos tornar líderes do projetos de cidades digitais [monitoramento urbano com câmeras], principalmente no Sul do Brasil. Já estamos no metrô de São Paulo e a perspectiva é de crescer a passos cada vez mais largos”, afirma Faria.