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História
da segurança
A busca
por segurança e proteção remota aos tempos mais antigos da existência
da humanidade, sendo que os meios para defesa foram sempre os mais
variados. No primeiro período, compreendido como Idade da Pedra
Lascada, a principal forma de defesa era o uso da violência e força física.
Em situação de risco, os rudimentares instrumentos feitos com pedra e
pau serviam de armas contra ataque de animais. A principal preocupação
era com a preservação da espécie e vivia-se em bando. Já no período
Paleolítico, marcado também pelo fenômeno da glaciação (ação
exercida sobre a superfície da Terra pelas geleiras), o homem passou a
viver em cavernas e tinha como objetivo a defesa do território
conquistado.
Foi
nesta época que ocorreu a descoberta do fogo e o homem passou a utilizá-lo
como uma das principais formas de defesa contra animais predadores. Na
opinião de muitos historiadores foi graças ao domínio do fogo que o
homem passou a se diferenciar do outros animais, uma vez que utilizou a
razão e a ação sobre a natureza.
No período
Neolítico, o homem aprendeu a polir a pedra e conseguiu produzir
instrumentos mais eficazes como lâminas de corte, machados, serras com
dentes de pedra, entre outros. Desenvolveu a agricultura, inventou a cerâmica
e passou a viver em aldeias. O foco da segurança mudou um pouco, pois
além de proteger as moradias, o homem passou a se preocupar com a
defesa dos alimentos que produzia e do gado.
O grande
avanço em relação aos instrumentos de defesa ocorre na Idade dos
Metais, período compreendido em 7.000 e 1.500 a.C. O homem aperfeiçoa
seus instrumentos através do uso da metalurgia, dominou a técnica de
fundição dos metais: cobre, estanho e bronze. O ferro só surge no
final do período e é dominado somente por alguns povos, que criam
armamentos e afirmam sua superioridade militar. Neste período, foram
constituídos os primeiros exércitos armados.
Na
antiguidade, a região conhecida como grande área de confronto ficava
entre Ásia, a África e Europa. Banhada por dois grandes rios e com
constantes inundações, a Mesopotâmia era considerada o local ideal
para a produção farta de alimentos. Por esse motivo, foi foco de
constantes guerras. Os sumérios que se instalaram na região por volta
de 3500 a.C foram dominados pelos arcádios em 2300 a.C, graças ao uso
de arcos e flechas. Cerca de trezentos anos depois, foram dominados
pelos amoritas (antigos babilônicos), cuja principal criação foi os
primeiros códigos de leis escritos da História (o Código de Hamurabi).
No século
VIII a.C., os assírios desenvolveram armas de ferro, carros de combate
e dominaram os amoritas. O combate não foi nada fácil, pois os
amoritas eram um povo forte, principalmente porque haviam desenvolvido
um poderoso exército, usando armas de ferro, carros de combate e aríetes.
Além da Mesopotâmia, dominaram a Síria, Fenícia, Palestina e Egito.
Em 612 a.C., foram vencidos por uma aliança de caldeus e medos.
No
decorrer dos próximos séculos o que se viu foram constantes lutas pelo
poder e o uso excessivo da violência como arma de terror e medo. As
grandes guerras elevaram ainda mais o sentimento de insegurança entre
os povos e o poderio militar foi o principal responsável pela manutenção
de povos dominantes.
O
surgimento da atividade privada de segurança, como conhecemos nos dias
de hoje, está relacionada à dificuldade dos organismos de proteção
dos governos em agir de maneira preventiva na proteção de bens e
valores. Em muitos países ocorreu uma certa complementaridade entre o
trabalho policial e o dos vigilantes. No Brasil caminha-se para esta
realidade, pois a segurança pública é insuficiente para atender todas
as necessidades de proteção da sociedade.
Ao
longo dos quase 160 anos da história das organizações policiais
brasileiras, houve uma predominância para a proteção do Estado contra
a própria sociedade, servindo como verdadeiros instrumentos militares.
Somente nas últimas décadas é que começou a haver uma reavaliação
do trabalho policial. Abriu-se espaço para a criação de uma polícia
amiga do cidadão. Mas o resquício da cultura policial repressiva
perdura até os dias atuais.
O
crescimento do mercado privado de segurança foi responsável pelo
desenvolvimento de diversas áreas de proteção como patrimonial,
pessoal, orgânica, eletrônica, do trabalho e da informação, que
contempla a proteção de dados e transações via redes de comunicação
como, por exemplo, a Internet.
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